L’Oréal participa de debate sobre empoderamento feminino e seus impactos nos negócios
Grupo L´Oréal

Seminário mostrou exemplos de políticas direcionadas às mulheres. Objetivo era mostrar como a promoção da diversidade nas empresas tem relação com o desenvolvimento dos negócios

A L’Oréal Brasil foi convidada para participar de um debate entre diversas organizações sobre empoderamento feminino nos espaços corporativos e compartilhar as iniciativas que têm colocado em prática para empoderar mulheres tanto no ambiente interno quanto nas cadeias de produção e sociedade. O seminário reuniu representantes de empresas privadas e públicas, para mostrar iniciativas que promovem e reforçam a igualdade de gênero, com base nos Princípios de Empoderamento das Mulheres - diretrizes elaboradas pela ONU Mulheres para orientar como delegar poder às mulheres no mercado de trabalho e na comunidade. Em outubro, a L’Oréal conquistou a renovação do certificado EDGE (Economic Dividends for Gender Equality), que avalia como a igualdade de gênero está inserida na companhia por meio de ações e programas específicos direcionados às mulheres. O certificado coloca a L’Oréal como a primeira empresa do setor de beleza brasileiro a alcançar o reconhecimento. 

Representada por Maya Colombani, Diretora de Sustentabilidade, a L’Oréal Brasil mostrou que há mais de uma década o Grupo promove programas para promover a diversidade de gênero, social, étnica e inclusão de pessoas com deficiência em todas as operações - desde o impacto em comunidades fornecedoras de matéria-prima até o produto que chega às mãos da consumidora. 

Na L’Oréal Brasil, 60% dos cargos gerais são ocupados por mulheres. Entre os diretores, elas representam 53% - e 33% do comitê executivo brasileiro é composto por mulheres. Além disso, a companhia é presidida por uma mulher, An Verhulst-Santos, desde o final de 2016 - no mesmo país em que apenas 8% das organizações possuem uma mulher como CEO. “Por meio do trabalho recorrente de recrutamento de mulheres, autonomia para elas e mesmo de uma mudança cultural do Grupo, conseguimos a renovação do certificado EDGE - é um passo muito grande, já que apenas duas empresas no Brasil têm a certificação e a L’Oréal é a única do segmento de beleza”, explicou Maya. 

O que a L’Oréal tem feito para promover a diversidade e o empoderamento feminino? 

Por meio do Sharing Beauty With All, o compromisso de sustentabilidade do Grupo, essa responsabilidade foi reforçada em um trabalho conjunto com as marcas direcionadas para diferentes tipos de mulheres e classes sociais.  “A diversidade faz parte da nossa cultura e estratégia. Nós acreditamos que a companhia que promove a igualdade de gênero é um lugar justo e com representatividade da sociedade em que está inserida. Não podemos ser uma empresa que não se iguala ao seu consumidor”, contou Maya. Marcas como Elseve, Niely, L’Oréal Paris e Garnier Nutrisse buscam levar as questões da representatividade e empoderamento para campanhas e desenvolvimento de produtos.

 Infográfico

 

Maya explica que companhia incentiva o empoderamento não apenas no ambiente interno, mas também em promover as mulheres como agentes de mudança da sociedade, como é o caso do programa L’Oréal-UNESCO-ABC Para Mulheres na Ciência e de projetos de inclusão de mulheres no mercado de trabalho. “A diversidade não é um pilar desconectado de outras cadeias quando falamos de desenvolvimento sustentável. Não há inovação sem ter equipes diversas. Inclusão e responsabilidade social são nossas prioridades e eu acredito que quanto mais pessoas diversas tivermos na nossa produção, mais teremos performance no mercado de beleza”, pontuou. 

Seminário discutiu iniciativas práticas para empoderar mulheres 

O Seminário Diversidade de Gênero e seu Impacto nos Negócios foi promovido pelo Sistema FIRJAN em parceria com os Consulados Gerais do Canadá e França, Câmara de Comércio Brasil-Canadá e Câmara de Comércio Brasil-França. “A L’Oréal é uma referência mundial nesse assunto, por isso a importância de se reunir com outros atores para compartilhar experiências. O Brasil ocupa um lugar de destaque na plataforma mundial, mas não é suficiente para transformar o Brasil nessa questão. O evento é uma oportunidade de levar isso para mais companhias”, destacou Adriana Carvalho, Gerente dos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU. 

Para ela, é importante as empresas utilizarem a questão da diversidade como uma aliada de desenvolvimento econômico e responsabilidade social: “Empoderar as mulheres é o certo a se fazer e também a decisão mais inteligente para os negócios e para a economia dos países”.