L’Oréal cria Guia de Ética para direcionar as relações de negócio com startups
Grupo L´Oréal

A relação da L’Oréal com uma startup pode estar relacionada a uma tecnologia, a serviços, a ferramentas digitais ou a modelos de negócios inovadores

 

 

Atenta às mudanças globais, a L’Oréal criou o seu Guia de Ética para orientar as relações de negócio com as startups. Os modelos de trabalho mais colaborativos se instituem como importantes estratégias da Companhia. Com isso, as startups, que se caracterizam pelo espírito jovem e empreendedor, se tornam aliados na criação de novos produtos e serviços para consumidores no mundo inteiro. O Guia oferece um parâmetro geral de como administrar esse relacionamento, além de recomendações para otimizar as interações e possibilitar que o conceito de Inovação Aberta (compartilhamento de conhecimento para acelerar uma inovação) funcione de forma eficaz e ética. A política “A Forma como Trabalhamos com as Startups” integra o Código de Ética da Companhia que permeia todas as relações do Grupo.


Segundo Rosmari Capra-Sales, Diretora de Ética da L’Oréal Brasil, o guia surgiu a partir da observação das mudanças que ocorrem no mercado e impactam diretamente o consumidor. “As startups são empresas jovens e menores em performance financeira, mas que têm potencial de crescimento em virtude da sua inovação”, destacou. “É importante entender quais são esses novos movimentos de trabalho, pois a forma de fazer negócios não é mais como antigamente. Hoje tudo é mais interativo entre todos os agentes da sociedade. Compreender esses novos modelos é um meio de rejuvenescer a Companhia”, destacou.


L’Oréal e startups: projetos inovadores para diferentes impactos no mercado


A relação da L’Oréal com uma startup geralmente se baseia em um projeto que tem uma proposta única e disruptiva. Pode estar relacionado a uma tecnologia (molécula, material, processo ou dispositivo), a serviços, a ferramentas digitais (software, aplicativo ou website), ou a modelos de negócios inovadores. O Guia traz orientações para todas as etapas desse trabalho colaborativo, desde o primeiro contato até o fechamento do projeto.


O Grupo já possui um Guia para orientar a relação com os fornecedores tradicionais e fala de temas como tratamento justo, processo de licitação, igualdade de informações e pagamentos. As startups são novos parceiros de negócio distintos dos fornecedores tradicionais, por isso, a L’Oréal se propôs a entender esse novo universo e, a partir dessa identificação, colocar por escrito como tratar essa nova modalidade de parceria. “Nós pretendemos trabalhar com as startups olhando para essa distinção, porque eles não têm as mesmas estruturas que uma empresa tradicional tem”, ressaltou Rosmari.


Troca de conhecimento beneficia os dois lados


A proposta do Guia para as startups é trazer novas ideias para o dia a dia da L’Oréal, além de contribuir para que pequenas empresas se desenvolvam a partir da experiência com uma multinacional. “Entendemos que elas estão mais próximas do consumidor, em diferentes plataformas, e das mudanças no mundo.  As relações atuais não nos permitem ser autoritários na oferta de produtos. Pelo contrário, temos que ter a humildade de ouvir e buscar novas formas de entender tudo isso para gerar valor dentro do mercado - e consequentemente estar mais próximos das demandas do nosso consumidor”, pontuou Rosmari.