Colaboradores empreendedores na L’Oréal Brasil: com 21 anos, Raphael Bertão fundou ONG que leva educação para crianças de comunidades
Grupo L´Oréal

Raphael também representará o país com outros 4 jovens brasileiros em uma Conferência da ONU na Suíça

Raphael Bertão

Raphael Bertão,  Analista Júnior de Merchandising da Divisão de Luxo da L’Oréal Brasil, tem o propósito de mudar o mundo com o empreendedorismo social. Com apenas 21 anos e morador de Nova Iguaçu, na baixada fluminense do Rio de Janeiro, ele se formou em Relações Internacionais com 20 anos e tem um currículo de engajamento em causas políticas, sociais e econômicas. Um de seus principais projetos foi a fundação da ONG Bottom Up junto com dois amigos. A iniciativa trabalha com crianças moradoras de comunidades do Rio de Janeiro - e agora possui uma filial recente no Mato Grosso do Sul - e é voltada para o fortalecimento de políticas públicas na área de educação, com ênfase em cidadania, liderança e aulas de inglês.


Filho de comerciantes, o perfil empreendedor de Raphael Bertão tem lhe rendido outras conquistas notáveis: ele foi um dos 11 jovens brasileiros selecionados para integrar uma comitiva que participará da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) da ONU, na Suíça, agora em outubro. Para custear a viagem, faltando pouco mais de dois meses para o evento, ele contou com a ajuda de amigos e familiares e vendeu brigadeiros feitos pela avó.


Os projetos sociais e sonhos de Raphael não o impedem de todos os sábados dedicar um tempo para mais um trabalho voluntário: o projeto Plantando Sorrisos. Junto com amigos, ele se veste de palhaço e vai visitar hospitais de Nova Iguaçu para espalhar alegria para crianças internadas.


Conheça mais da história de Raphael Bertão:


O que te inspirou a criar o Bottom Up?


Eu estava incomodado com a situação do Brasil, pois acredito que a resolução de qualquer crise é a educação - e ela pode mudar o mundo. Foi dessa ideia que resolvemos empreender socialmente com um projeto de educação para crianças de comunidades. O Bottom Up começou em maio do ano passado e já atendemos quatro escolas públicas, na Rocinha, Tavares Bastos e Vidigal - além de uma instituição no Mato Grosso do Sul. Já impactamos cerca de 120 crianças de 10 a 13 anos de idade.


Eu e dois amigos criamos o projeto quando estávamos no sexto semestre da faculdade quando ele foi selecionado para receber o financiamento de 500 dólares de um programa americano do Institute of Training and Development e o Departamento de Estado. O projeto tem 28 voluntários, que se dividem entre dar aulas, administrar e pensar em estratégias de divulgação e parcerias. Hoje, não consigo mais me dedicar a dar aulas, então cuido da organização financeira do projeto. Mas o Bottom Up tem nos surpreendido a cada dia e empreender na área de educação tem feito a diferença na minha vida.


Como o projeto funciona?


É um programa de quatro semanas adaptado à realidade e horários cedidos que são cedidos pela escola. Nos encontros, a gente leva os temas separados por módulos. Por exemplo, em cidadania ensinamos as funções dos três poderes, atitudes cidadãs no dia a dia, direitos e deveres. Em liderança, buscamos mostrar que é possível ser um agente de mudanças mesmo sem uma posição hierárquica. Já nas aulas de inglês, explicamos a importância da língua para construir uma carreira.


Para o projeto acontecer e escolhermos as escolas que vamos trabalhar, nos organizamos com um cronograma. Isso ajuda a gente a se programar financeiramente também, porque o projeto se mantém a partir de parcerias e crowdfunding que a gente consiga se sustentar na escola - precisamos comprar materiais para as aulas e lanches para os alunos. Não temos nenhum critério para buscar escolas parceiras, escolhemos algumas, apresentamos nossas ideias e as que aceitam recebem o projeto.


O próximo passo é criar um aplicativo para que os alunos tenham acesso ao conteúdo usado nas aulas. O projeto tem nos surpreendido a cada dia. Eu entendi que precisava arriscar e não deixar meus sonhos morrerem dentro de mim. É gratificante ver que o Bottom Up está fazendo a diferença em várias favelas do Rio de Janeiro.


Para você, o que é ser empreendedor?


Ser empreendedor é muito mais do que abrir um negócio, é inovar no seu meio e fazer a diferença onde estiver - no trabalho, em casa, na faculdade, na comunidade. É fazer algo que beneficia a vida de todos e ao mesmo tempo gera valor. Eu sempre tive uma preocupação com o próximo e isso tem me ajudado a alcançar meus sonhos.


Como foi sua trajetória profissional até chegar na L’Oréal?


Eu sempre fui apaixonado por política e economia e isso me influenciou a estudar Relações Internacionais. Eu acabei optando pelo Ibmec pela possibilidade de me dar uma visão de business, que sempre foi o meu interesse. O meu primeiro desafio profissional foi logo quando entrou na faculdade, com 16 anos, e passei na seleção para a empresa júnior de mercado financeiro do Ibmec, o CEMEC. Eu fui o primeiro estudante de Relações Internacionais a integrar a equipe, que era composta principalmente por alunos de Economia. Foi uma oportunidade de colocar uma experiência fora da caixa no meu currículo e me acrescentou muito em termos de conhecimento. Quando saí de lá, depois de três semestres, quis me aprofundar com a política e entrei para o grêmio estudantil. Nós construímos uma chapa com o propósito de transformar o Centro Acadêmico do curso e ganhamos.


Aqui na L’Oréal Brasil, entrei em janeiro do ano passado integrando a equipe de gestão comercial da Divisão de Luxo. Dez meses depois, em outubro, fui efetivado como Analista Júnior na área de investimentos em merchandising. Essa mudança de função foi muito importante para mim porque me ajudou a redefinir meus objetivos no Grupo. Hoje eu me vejo como líder ou superintendente no futuro. Estou conhecendo mais sobre o business da L’Oréal, quais são nossos principais clientes, como funciona o investimento para cada um deles. Essa experiência está abrindo muito os meus olhos para entender esse mercado.


Aqui na DL, todos os produtos são importados, então isso aperfeiçoa a minha relação com o internacional. Passei a entender mais sobre importação, economia e fornecedores. A L’Oréal me dá a oportunidade de me encaixar em diferentes áreas.


Como você se conecta com os valores da L’Oréal?


Eu super compro os valores da L’Oréal em questão de diversidade, humanização e sustentabilidade. Acho muito importante ter essa conexão com a empresa em que você trabalha. Eu sinto que o trabalho que faço aqui entrega algo positivo à sociedade.


Qual a sua dica para quem quer empreender socialmente?


Desistir vai ser sempre a saída mais fácil. Se tiver um projeto na cabeça, é preciso sonhar alto e correr atrás. Só assim você vai conseguir fazer a diferença no mundo.


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@raphinhabertao


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