Como avaliamos a segurança dos nossos produtos

Como avaliamos a segurança dos nossos produtos

© Matteo for L'Oréal Research

Como avaliamos a segurança dos nossos produtos

© Matteo for L'Oréal Research

Nunca abrimos mão da qualidade e da segurança dos nossos produtos, e isto continua sendo um compromisso fundamental para com os profissionais da beleza e os consumidores. Temos uma equipe internacional de especialistas (toxicologistas, médicos) que implementam as mais rígidas normas regulatórias de segurança em nosso segmento. A abordagem, que é implementada em 4 etapas, é iniciada durante a criação do produto e seguida durante toda a duração de comercialização do produto.

1. Conhecimento profundo das matérias-primas: A avaliação de segurança de um produto sempre começa com um conhecimento detalhado de cada uma das matérias-primas e substâncias usadas em sua composição. O objetivo é disponibilizar matérias-primas que sejam perfeitamente definidas com relação à sua composição química e qualidade, incluindo a possível presença de oligoelementos. Um perfeito entendimento da matéria-prima permite uma síntese completa de todos os dados científicos e toxicológicos disponíveis (sistemas especializados in silico, estratégias integradas de testes in vitro, dados acumulados de monitoramento de segurança toxicológica, clínica e cosmética) para cada substância ou substâncias relacionadas. Desta forma, os riscos associados a cada matéria-prima são mapeados. A análise também permite a determinação de uma dose livre de efeitos adversos.

2. Avaliação do risco associado às matérias-primas: Esta etapa é uma das mais essenciais na avaliação de segurança. A etapa consiste em fazer uma ponderação do risco intrínseco em cada matéria-prima ou substância de acordo com um conjunto de parâmetros-chave que permitirão o uso seguro no produto acabado. Os fatores de ponderação, que estão relacionados com a exposição do corpo humano, incorporam, primordialmente, a categoria de produto. O produto pode ser um produto que será enxaguado (shampoo) ou não enxaguado após o uso (cuidados faciais), aplicado no corpo inteiro (loção corporal) ou em uma pequena área do corpo (máscara). Os fatores de ponderação também incluem a frequência de uso do produto e determinadas características do consumidor (crianças, peles sensíveis, usuários de lentes de contato), que impões determinadas restrições. Após esta etapa, é determinada uma concentração máxima para uso de cada matéria-prima ou substância no produto. Para garantir uma ampla margem de segurança para o consumidor, as concentrações no produto acabado são sempre pelo menos 100 vezes menores do que a dose sem efeitos adversos.

3. Confirmação da segurança do produto: Confirmamos a segurança do produto sob as condições normais ou previsíveis de uso para detectar o menor sinal objetivo ou desconforto para o futuro consumidor. Graças a um sistema pericial patenteado, realizamos primeiro uma análise comparando o nosso novo produto com a nossa extensa base de dados clínicos existentes. Se necessário, sujeitamos os nossos novos produtos a testes in vitro complementares de segurança e testes clínicos conduzidos em voluntários saudáveis que constituem grupos de consumidores específicos (usuários de lentes de contato, pessoas com pele sensível, etc.). Os estudos são sempre conduzidos em centros especializados de terceiros e são realizados dentro de uma estrutura metodológica e ética muito rígida. Quando esta última etapa foi concluída com sucesso, o assessor de segurança está em posição de finalizar e assinar o relatório de segurança do produto, que então será incluído no dossiê regulatório do produto.

4. Monitoramento dos produtos comercializados: Monitoramos estritamente a segurança dos nossos produtos para os consumidores a partir da primeira comercialização. Para isto, estabelecemos uma rede internacional de monitoramento de segurança de cosméticos que coleta e analisa os eventos adversos que ocorrem após o uso dos nossos produtos e que são relatados por consumidores ou por profissionais de saúde. Após um estudo aprofundado da possível relação causal com os nossos produtos, podemos às vezes decidir ajustar a composição do produto para corrigir determinados efeitos indesejáveis, mesmo se forem muito benignos, para garantir que os consumidores usem os nossos produtos com total confiança.