Implantação de tecnologia flex zera emissões de CO2 de parte importante da produção

Fábrica São Paulo desenvolveu inovação para reduzir as emissões de CO2 das caldeiras, que agora são movidas a álcool de cana-de-açúcar obtida de forma sustentável.

Caldeira flex

As caldeiras "flex" da fábrica São Paulo são movidas com o álcool proveniente da cana-de-açúcar. 

Caldeira flex

As caldeiras "flex" da fábrica São Paulo são movidas com o álcool proveniente da cana-de-açúcar. 

Aperfeiçoar as práticas operacionais para reduzir as emissões de CO2, o consumo de água e a geração de resíduos na produção é uma preocupação que permeia o dia a dia da L’Oréal Brasil. Nos últimos anos, esses três indicadores ganharam importância ainda maior e metas mais ousadas com o lançamento do programa de sustentabilidade do Grupo, “Compartilhando a Beleza com Todos” (Sharing Beauty With All, em inglês): até 2020, a empresa prevê reduzir a pegada ambiental em 60%.

Diante deste desafio, os colaboradores das duas fábricas do país — localizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo —, se envolveram em um contínuo processo de inovação. Eduardo Pinheiro, Coordenador de Meio Ambiente da planta paulista, é um exemplo dessa dedicação. Juntamente com sua equipe, ele desenvolveu uma nova tecnologia e transformou as caldeiras da produção em flex, inspiradas nos carros que aceitam mais de um tipo de combustível. Os equipamentos, que até então eram movidos a gás natural, passaram a funcionar à base de álcool da cana-de-açúcar. “Com o uso de etanol, trocamos o combustível fóssil por outro obtido de forma sustentável e considerado como emissão nula de CO2”, explica Eduardo.

A mudança resultou na redução de mais de 60% das emissões totais de CO2 da fábrica, o equivalente a mais de 1.000 toneladas, e ainda uma economia de 38% do consumo de energia. Com o sucesso da iniciativa, a tecnologia também foi introduzida na Fábrica Rio e pode ser levada também para outras áreas onde se cultiva cana-de-açúcar, como o México, podendo inclusive usar outras fontes renováveis de produção de etanol, como a casca de eucalipto.